Profissão: Como saber se devo me especializar ou ser genérico?

Sempre haverá um momento em que você se perguntará: saber de tudo um pouco ou ser especialista em algo? Como saber o que devo fazer?

A resposta inicial, de certa forma, é simples:

  1. Tudo depende de qual caminho você pretende tomar;
  2. Onde você quer se chegar.

Darei um exemplo prático: atualmente, na instituição policial militar, atuo na área da Comunicação Social, cumpro várias tarefas que envolvem a comunicação em que o conhecimento genérico é essencial: sei um pouco de captação de fotografia e vídeo, da mesma forma um pouco de edição de ambas as linguagens; tenho um domínio satisfatório da escrita; um pouco de técnicas de locução para gravação de textos; sei construir um gerenciador de conteúdo baseado em um modelo; conheço um pouco de sonorização, cerimonial etc.

Tarefas simples

Esse conhecimento, embora limitado, mas em várias áreas, possibilita que eu não dependa de outras pessoas para a execução de qualquer uma dessas atividades. Digamos que posso “me virar” para demandas simples, que não envolvam grandes complexidades. Isso ajuda quando a equipe de trabalho é reduzida, e nessa área em específico não há outras pessoas que possam auxiliar de maneira contínua. No meu caso, atuo sozinho da seção, mas há quem possa ajudar em demandas específicas, quando necessário para o projeto.

Demandas complexas

Assim, ressalte-se, que vez ou outra surge alguma demanda que exige um conhecimento superior ao qual possuo, para algum produto em especial. Nesses casos, o conhecimento limitado e genérico que possuo, obviamente, não é suficiente.

Assim, destaco a minha limitação e parte-se para três opções:

  1. Oriento que se contrate alguém para cumprir a missão, um especialista;
  2. Conto com auxílio de alguém que possua o conhecimento necessário para executar a tarefa;
  3. Busco ir além do conhecimento que possuo:  pesquiso, debruço-me na tarefa, e na tentativa e erro elabo uma opção para o produto pretendido – nesse caso, o tempo de execução é sempre maior e a qualidade pode não satisfazer o gestor.

Basicamente, e por isso afirmei lá no início, que é sua decisão ser especialista ou genérico, e depende de qual caminho você pretende tomar e onde você quer chegar.

No meu caso em específico, ter o conhecimento suficiente para executar a maioria das demandas diárias é essencial. Se eu fosse especialista em somente uma área, edição de vídeo, por exemplo, traria grandes limitações para a amplitude das tarefas que a seção exige.

Natural, que por saber essa gama de conhecimento na área de comunicação, de certa forma, já ocorre uma “especialização” natural e genérica na área, considerando os vários setores da instituição e suas demandas.

Ainda, se eu almejasse atuar em uma empresa ou equipe em que cada um executasse um papel em específico, por óbvio, o caminho da especialidade parece ser a melhor decisão.

O caminho e a lucidez são individuais

A escolha de qual caminho tomar depende em muito da lucidez que você já tenha sobre você mesmo. Se paira a dúvida de qual profissão ou área você deseja atuar, penso que se aventurar e ter conhecimento sobre várias áreas é o ideal, pois somente assim terá contato com o todo, para, um dia na jornada, identificar um campo específico de atuação e, dependendo de onde você quer chegar, ser um especialista na área.

Se você não faz ideia de como dar o primeiro passo nessa jornada, sugiro começar pelo que você gosta de fazer e que lhe deixa feliz.

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