A arte de elaborar um discurso

Um bom discurso depende de alguns passos iniciais fundamentais

Um gênero que encanta e desafia, pois geralmente é feito em momentos especiais e que exigem um protagonismo por parte de quem irá proferir um discurso. Por isso é tão temido por muitas pessoas, que se apavoram só de pensar em falar perante qualquer público, mesmo sendo um público familiar. Mas, algumas dicas básicas podem ser essenciais nessa arte, podendo salvar o dia de muitas pessoas, podendo salvar o seu dia.

Imagem: indesigner

O discurso é um gênero textual essencialmente oral. Ele pode ser planejado e lido ou, ainda, feito de improviso e depois transcrito. Se puder planejar, ótimo, mas muitas vezes a ocasião não permite.

Noção básica: ao realizar um discurso, o orador (emissor) transmite uma mensagem ao seu público (receptor).” 

Assim, a figura exercida pela pessoa em determinado momento, pode ser de pai, mãe, chefe, professor, colega de trabalho, classe etc. O público, por sua vez, pode ser os familiares em uma reunião, os colegas de time, classe, trabalho etc. O contexto poderá ser de despedida, aniversário, casamento ou qualquer outro, basta apenas algumas pessoas olharem para você e gritarem “discurso, discurso”. Aí você poderá passar vergonha ou surpreender a plateia.

Noção avançada: o objetivo do discurso vai além da mera transmissão de uma mensagem, ele busca, sobretudo, convencer o público sobre um ponto de vista, busca emocionar, refletir sobre algo, motivar, fazer corações baterem mais forte e mentes fluírem com novos olhares.”

Para obter sucesso em um bom discurso, o orador se utiliza de recursos linguísticos, como, por exemplo, figuras de linguagem, onde metáforas ou comparações buscam causar reflexões e/ou emoções naquele que está recebendo a mensagem.

A fase fundamental de um discurso elaborado antecipadamente está no trabalho de planejamento e escrita. Mas como fazer?

Quem nunca escreveu um discurso pode (deve) buscar inspirações em discursos realizados por outras pessoas, ficando atento em todos os aspectos, como o tema, a história contada, as emoções que o discurso causou, se utilizou figuras de linguagem etc. 

Pode-se dizer que quanto mais alguém pesquisar, ler, visualizar discursos realizados, mais contato, obviamente, essa pessoa terá com o gênero e mais recursos terá no momento de escrever o seu próprio discurso. Mas, para quem não tem tanto tempo de pesquisa assim, damos a sugestão básica de uma estrutura para um discurso. Claro que deverá ser ajustada conforme o contexto. Vamos lá:

Uma estrutura básica para salvar a sua pele

  1. Exórdio: você deverá iniciar cumprimentando as pessoas. Agradeça pela oportunidade de exercer a fala. Conclua a introdução falando sobre o motivo do discurso;
  2. 1º parágrafo de argumentação: fale sobre aspectos bons/positivos, reviva suas memórias;
  3. 2º parágrafo de argumentação: fale sobre algo engraçado/divertido, ainda nas memórias, busque algo para todos abrirem um sorriso;
  4. 3º parágrafo de argumentação: fale sobre uma grande lição aprendida/um momento especial, que você carregará para toda a sua vida;
  5. Peroração: é o grande final. O objetivo aqui é sensibilizar/emocionar deixar uma reflexão marcante para quem está ouvindo o discurso. Termine com uma frase impactante, emocionante…

Essa estrutura, é claro, pode sofrer vários ajustes, dependendo do contexto. Tente gravá-la em sua mente, treine sozinho, perceba se há um início, meio e fim.

Proposta de redação (para 7º ano)

Usando a estrutura acima, escreva um discurso de 25 a 30 linhas (que dá em média de 3 a 5 minutos de leitura, dependendo da velocidade), cujo objetivo é se despedir de um grande amigo da escola que está se mudando de cidade. Você foi convidado pelo direção e fará o discurso perante toda a escola no último dia de aula antes de recesso escolar de julho. – Lembre-se que os parágrafos de argumentação devem ser sobre o seu amigo, situações vividas com ele, por você e também com os colegas.

Luiz Antonio Wiltner
Professor, poeta, mestre em Comunicação, graduado em Letras, bacharel em Jornalismo, formado em Psicanálise Clínica. Subtenente da PMSC.

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