
Estrutura da Introdução e conceito:
- Contextualização: situa o leitor no assunto:
- Com repertório sociocultural;
- Sem repertório:
- Por definição/conceito;
- Alusão temporal;
- Contraste/paradoxo.
- Problematização: é o recorte atual da realidade. Desafio concreto percebido na sociedade;
- Tese: posicionamento do autor perante o problema. É o coração da redação, pois tudo o que é falado é para defendê-la;
- Posicional: posição clara do autor em relação ao tema (escolha essa);
- Neutra: é aquela que diz que o autor irá fazer uma análise.
- Argumento 1: é a primeira causa/impacto que sustenta a tese. É a antecipação do assunto que será visto em D1;
- Argumento 2: é a segunda causa/impacto que sustenta a tese. É a antecipação do assunto que será visto em D2;
- Frase de conexão: Finaliza a introdução e anuncia o D1.
Exemplos:
Introdução 1:
Contextualização por definição/conceito:
A escola é, por natureza, um espaço voltado à concentração, à construção do conhecimento e ao desenvolvimento de habilidades interpessoais.
Problematização:
No entanto, a inserção desmedida dos celulares na rotina escolar desafia essa premissa ao transformar as salas de aula em ambientes de constante dispersão.
Tese posicionada:
Evidencia-se, assim, a urgência de restringir o uso pessoal desses aparelhos no ambiente escolar, ressignificando-os exclusivamente para fins pedagógicos.
Argumento 1:
Esse cenário é agravado tanto pela dificuldade dos alunos em gerenciar o vício em notificações,
Argumento 2:
quanto pela omissão das instituições em estabelecer diretrizes claras de controle.
Frase de conexão:
Diante disso, convém analisar as bases dessa problemática.
Introdução 2:
Contextualização por alusão temporal (passado x presente):
Historicamente, a sala de aula esteve associada ao livro físico, ao caderno e à escuta atenta da mediação docente.
Problematização:
Na atualidade, porém, essa dinâmica foi drasticamente alterada pela chegada dos dispositivos portáteis conectados à internet.
Tese posicionada:
Percebe-se, contudo, que a tentativa de banir a tecnologia de forma irrestrita reflete um retrocesso pedagógico, cabendo à escola preparar o estudante para a fruição digital consciente.
Argumento 1:
Essa necessidade justifica-se no prejuízo cognitivo decorrente da falta de autocontrole dos alunos
Argumento 2:
e na ausência de capacitação docente para integrar as mídias ao ensino.
Frase de conexão:
Sendo assim, é fundamental examinar esses fatores para reformular o espaço acadêmico.
Introdução 3:
Contextualização por contraste/paradoxo:
Os celulares oferecem, inegavelmente, acesso instantâneo a um volume incalculável de informações na contemporaneidade.
Problematização:
No entanto, sua presença no ambiente escolar frequentemente produz o efeito oposto, gerando dispersão e superficialidade no aprendizado.
Tese posicionada:
Nesse contexto, fica claro que o uso desenfreado das telas compromete a formação crítica da juventude, exigindo uma intervenção normativa firme no cotidiano escolar.
Argumento 1:
Esse impasse decorre tanto da dependência comportamental gerada pela hiperestimulação das redes sociais,
Argumento 2:
quanto da falta de metodologias ativas que direcionem a atenção dos estudantes
Frase de conexão:
Nesse viés, cabe investigar as raízes dessa crise para promover transformações efetivas.

Luiz Antonio Wiltner
Professor, poeta, mestre em Comunicação, graduado em Letras, bacharel em Jornalismo, formado em Psicanálise Clínica. Subtenente da PMSC.
